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Relatório de sustentabilidade ESG: por que sua empresa deveria ter um

Relatório de sustentabilidade ESG: por que sua empresa deveria ter um

Entenda o que é um relatório de sustentabilidade ESG, quais os benefícios para empresas de diferentes portes, quando ele se torna obrigatório no Brasil e como começar a estruturá-lo.

Relatório de sustentabilidade ESG: por que sua empresa deveria ter um

A sigla ESG, do inglês Environmental, Social and Governance, deixou de ser tendência para se tornar uma exigência do mercado. Uma pesquisa da Amcham Brasil com 687 empresas mostrou avanço significativo na curva de adoção de práticas sustentáveis no país. E no centro dessa transformação está um documento estratégico que cada vez mais empresas precisam dominar: o relatório de sustentabilidade.

Se você ainda acredita que ESG é pauta exclusiva de grandes corporações ou empresas listadas em bolsa, este artigo vai ampliar essa perspectiva.

O que é um relatório de sustentabilidade ESG?

O relatório de sustentabilidade é o documento pelo qual uma empresa comunica as partes interessadas, de forma estruturada e transparente, suas práticas e resultados nos três pilares do ESG:

Ambiental (E). Como a empresa gerencia seu impacto sobre o meio ambiente: emissões de carbono, consumo de energia, gestão de resíduos, uso de água e estratégias de descarbonização.

Social (S). Como a empresa se relaciona com seus colaboradores, fornecedores, clientes e comunidade: políticas de diversidade e inclusão, condições de trabalho, saúde e segurança, impacto social.

Governança (G). Como a empresa é gerida: estrutura de liderança, transparência nas decisões, controles internos, ética nos negócios e conformidade com regulamentações.

Diferente de um relatório financeiro, o relatório de sustentabilidade mira o impacto de longo prazo, comunicando não apenas o que a empresa produz, mas como ela produz e com quais consequências.

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Por que o relatório ESG está se tornando obrigatório no Brasil

Com a Comissão de Valores Mobiliários prevendo a obrigatoriedade desses relatórios em curto prazo, as organizações precisam se preparar para essa nova realidade. No plano brasileiro de regulação, as companhias abertas com ações negociadas na B3 já estão em fase de adaptação às exigências da Resolução 193/2023 da CVM, que estabelece a elaboração de relatórios sobre práticas ESG com base nas normas globais da International Sustainability Standards Board — as IFRS S1 e S2.

Para empresas que exportam ou têm relações com parceiros europeus, o cenário regulatório internacional também exige atenção. A União Europeia avança com regulamentações que impactam indiretamente fornecedores e prestadores de serviços fora do bloco.

Além da obrigatoriedade legal, há um componente de mercado relevante: cresce o número de empresas brasileiras que buscam assegurar a veracidade das informações ESG por meio de auditorias ou verificadoras externas — processo chamado de asseguração —, sinal positivo de que a transparência e a confiança nas informações estão se tornando prioridades para o setor empresarial.

Os benefícios práticos para a sua empresa

Publicar um relatório de sustentabilidade vai além de cumprir uma obrigação regulatória. Os ganhos são concretos:

Acesso a crédito e investimentos: Instituições financeiras e fundos de investimento cada vez mais avaliam critérios ESG antes de alocar recursos. Empresas com relatórios estruturados saem na frente nas análises de crédito e nas rodadas de captação.

Credibilidade com clientes e parceiros: Grandes empresas exigem de seus fornecedores o cumprimento de critérios ambientais e sociais. Ter um relatório auditável é, muitas vezes, pré-requisito para participar de licitações e contratos de maior porte.

Gestão de riscos mais eficiente: O processo de elaborar o relatório obriga a empresa a mapear riscos ambientais, trabalhistas e de governança que, sem esse olhar estruturado, passariam despercebidos até se tornarem problemas.

Atração e retenção de talentos: Profissionais, especialmente os mais jovens, valorizam empresas com propósito claro e práticas responsáveis. Um relatório de sustentabilidade comunica esses valores de forma tangível.

Proteção contra greenwashing: Investidores e reguladores ao redor do mundo já tratam o greenwashing como um problema crítico. Empresas que documentam e auditam suas práticas ESG estão protegidas de acusações de promessas vazias e constroem uma reputação sólida no longo prazo.

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O que um bom relatório ESG deve conter

Um relatório de sustentabilidade eficaz não é apenas uma peça de comunicação. Ele deve ser auditável, comparável e baseado em dados reais. Relatórios mais maduros apresentam avanços em critérios como estratégia, materialidade, equilíbrio e metas, sinalizando uma evolução crescente no modo como as empresas brasileiras reportam suas práticas ESG.

Os principais elementos que não podem faltar são: inventário de emissões de gases de efeito estufa e as principais ações mitigadoras, indicadores sociais e de diversidade, descrição da estrutura de governança, metas com prazos definidos, e metodologia utilizada.

Como começar, independentemente do porte da empresa

A elaboração de um relatório ESG pode ser incremental. Empresas que estão no início da jornada podem começar com um diagnóstico de materialidade, identificando quais temas ESG são mais relevantes para o seu setor e para os seus públicos de interesse. A partir daí, estrutura-se a coleta de dados, define-se indicadores e parte-se para a comunicação.

O importante é não esperar a obrigatoriedade chegar para agir. Empresas que iniciam agora têm tempo para construir uma base sólida de dados e governança antes que o relatório se torne exigência formal.

O papel da auditoria e consultoria nesse processo

Os relatórios de sustentabilidade são boas ferramentas para mostrar o que as empresas estão fazendo, mas são apenas consequência de um trabalho interno. É preciso que esses relatórios sejam apoiados por sistemas de gestão e governança robustos para garantir que as informações divulgadas realmente reflitam a realidade das empresas.

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Por Valter Tavares Nunes - Sócio da Russell Bedford Brasil | Ambiental