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Você se comunica como gostaria?

Muitos de nós costumam receber o rótulo de agressivo ou passivo, dependendo da forma como nos comunicamos. Pessoas que recebem o rótulo de agressivo geralmente possuem o costume de olhar fixamente para o outro enquanto falam, mesmo após ter dito o que desejava. Normalmente falam alto, ocupam muito espaço com gestos largos e contundentes e utilizam uma postura desafiadora, mesmo quando o objetivo não é esse. O conteúdo de suas falas transmite hostilidade e intimidação. Eles se comunicam assim pois foram motivados desta forma em sua criação. Assim sendo, uma pessoa agressiva tende a conseguir as coisas que quer, porém suas relações não possuem o mesmo sucesso.

O estilo de comunicação mais agressivo gera conflitos, prejudica as relações, gera sentimento de culpa, joga o comunicante em um mundo solitário e convivendo com constantes frustações.

Existe também, no outro extremo deste prisma comportamental, aqueles que preferem manter suas relações saudáveis. Abrem mão de debates, discussões e até da razão, para não gerar arestas com qualquer pessoa com quem entendem que vale a pena se manter conectado. Esse estilo de comunicação é conhecido como passivo. Estão entre suas características o olhar baixo, a voz baixa e trêmula, sorrisos falsos e envergonhados. Os conteúdos de suas falas acabam demonstrando um teor forte de insegurança.

Os passivos conservam suas relações mesmo que isso lhes custe a liberdade de escolha. Eles acreditam que suas relações são importantes demais e com isso acabam deixando que seus objetivos e vontades sejam decididos por outras pessoas. Possuem muita dificuldade em conseguir aquilo que realmente desejam e colocam suas expectativas e responsabilidades no desempenho dos outros.

Tanto o estilo agressivo, como o estilo passivo, quando utilizados em excesso, acabam gerando prejuízos e sofrimento para o comunicante.

Uma saída para não cair nas mazelas de ambos é desenvolver outro estilo, o assertivo. Esse estilo de comunicação se baseia no equilíbrio entre a defesa de suas vontades, de seus direitos, e o cuidado para não ultrapassar as vontades e direitos dos outros.

Quem é assertivo se expressa mas não agride. Cuida de suas relações, mas também preserva seus sentimentos e opiniões. Características comuns em pessoas que utilizam esse estilo é o contato visual direto enquanto se comunica, mas sem parecer ameaçador. Se preocupa em utilizar um volume audível a todos, mantém uma postura tranquila e responde de forma direta a situações que lhes são pertinentes. O conteúdo de suas falas é recheado de opiniões em primeira pessoa, mas mantem a abertura para a colaboração.

Mantendo bem suas relações, o assertivo protege seus direitos e respeita o direito das pessoas com quem interage. Isso não quer dizer que ele agrada a todos em qualquer situação. A assertividade é demonstrada em situações que possuem discordância e risco de desagradar. E esses indivíduos sabem comunicar que não gostaram de algo, mas sem ofender, pois agem de forma cuidadosa tanto com o conteúdo, quanto com a forma.

Talvez você acredite que as pessoas nascem com um desses estilos e assim seguem o resto da vida. Aquele seu parente meio bravo, por exemplo, sempre foi bravo, esse é o jeito dele. Na verdade, o que as pesquisas de psicologia indicam é que as pessoas podem sim mudar seus estilos de comunicação. Isso se aprende de várias formas.

A forma mais eficiente, na minha opinião, é conviver com outras pessoas que são assertivas, que já se comunicam desta forma. Porém, se você não tem essa oportunidade, também pode aprender por meio do que chamamos de treinamento de habilidades sociais. Eu sei que não é fácil defender os seus direitos, falar de forma firme, mas não rude. Apresentar bons argumentos e cuidar das relações quando estamos mergulhados em diversas emoções.

Uma dica interessante é começar sua fala expressando o entendimento da opinião do outro. Depois, exponha seu próprio pensamento e sentimento a respeito da situação. No primeiro momento, tome cuidado para não ofender. Dê ao outro uma alternativa de como gostaria que ele agisse e diga que consequências vocês teriam com isso.

 Sei que parece complicado, mas, como tudo, quanto mais você praticar melhor você irá se sair.

Quer dizer que você deve viver se monitorando para ser assertivo sempre? Não, tudo depende de seus objetivos. Na comunicação não há apenas uma opção certa e uma opção errada. Às vezes precisamos ser passivos em situações em que queremos preservar nossas relações. Também é importante saber ser agressivo para determinar certos limites e manter sua liberdade.

Conhecendo as características dos três estilos e as consequências geradas ao adotar cada um deles, você tem a possibilidade de alçar mão deste conhecimento para desenvolver relações mais saudáveis e de acordo com seus objetivos.

Um fato importante é, quanto mais praticar, quanto mais entender cada um deles, mais fácil será contornar seus sentimentos e pensamentos e se comportar como gostaria.

Não se preocupe em decorar o conhecimento apresentado, foque em entender o processo. É através do entendimento que se desenvolvem novas habilidades.

Diogo Monticeli Rocha

Sócio Gerente de Expansão

Russell Bedford Brasil

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