ESG no Agro – Um cenário movido por consumidores

Muito se ouve falar de ESG nas grandes empresas, inclusive do Agro, sendo este movimento
puxado em regra por grupos de investidores que cada vez mais buscam depositar valores em
empresas comprometidas com governança, sustentabilidade e questões sociais.

No mundo Agro o cenário da ESG, especialmente na questão da sustentabilidade, vem sendo
puxado cada vez mais pelos próprios consumidores, que exigentes e cientes das condições
naturais, buscam produtos comprometidos com essa visão.

Como tudo na vida é custo ou oportunidade, muitas empresas notaram que havia um grande
espaço para agregar valor ao seu produto, e ainda assim, “engordar” seus relatórios ESG,
atraindo a atenção de investidores.

Nesse cenário temos ovos certificados, carne de frango certificada, carne bovina certificada e
até mesmo grãos advindos de propriedades certificadas com práticas de sustentabilidade
ambiental.

Embora isso seja um “prato cheio” para um relatório ESG, atraindo interesse dos investidores,
o mote da sua criação, surge a partir da percepção que havia um público sedento para
consumir produtos comprovadamente sustentáveis.

Essa situação, além de fomentar nas empresas o interesse pela aquisição e certificação de
propriedades ambientalmente sustentáveis, também permitiu que existisse uma inovação na
linha de produtos postos a disposição do público, especialmente para atender este tipo de
consumidor.

O fato é que o compromisso ESG além de buscar atender os interesses dos investidores,
também criou um nicho de mercado, que são carnes e grãos certificados advindos de
propriedades com práticas ambientalmente sustentáveis.

Esse movimento começa a existir a patir das novas gerações, muito mais comprometidas com
o meio ambiente, saúde e bem estar animal, do que as gerações nascidas anteriormente, onde
não havia e nem se despertou qualquer espécie de sentimento neste sentido.

A partir da geração Y e Z, superando a geração X e Baby Bommer, existe um movimento de
consumir com responsabilidade ambiental, sabendo que em última análise, o consumidor

pode ser um grande fomentador de atividades de devastação ambiental e práticas de maus
tratos em animais.

Não é por outro motivo, que o mercado sofreu uma avalanche de produtos naturais, com
inúmeras pessoas não consumindo carne e leite. Neste ponto não estamos falando de pessoas
intolerantes a carne e ao leite, mas sim a consumidores que se filiam a ideologias
protecionistas.

Atentos a esse cenário as empresas do Agro começaram a ofertar produtos para este público
exigente, unindo o atendimento ao consumidor, com questões de sustentabilidade ambiental,
num jogo de ganha-ganha.

O fato é que a cobrança por sustentabilidade dos produtores de matéria prima foi fomentado
especialmente pelos públicos específico (novas gerações) que estavam ávidos por produtos
desta espécie e isso, indubitavelmente fomentou os relatórios ESG das empresas.

Portanto, embora não seja algo abertamente comentado, os relatórios ESG das empresas do
Agro estão muito fomentados pelo perfil dos consumidores que passam a integrar o mercado,
especialmente das novas gerações que possuem um senso mais aguçado de responsabilidade
ambiental.

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