Liderança de Times: Grupo, equipe ou time? - Russell Bedford Brasil Skip to main content

A Liderança de times é um assunto que todos os gestores deveriam pensar incessantemente sobre. Se era importante no passado, em que prevalecia o valor das máquinas e dos processos padronizados, muito mais é agora, em que a tônica do sucesso organizacional está centrada na gestão adequada das mudanças e das pessoas, que geram o conhecimento necessário de que as organizações necessitam para serem competitivas.

Fazer com que todas as pessoas da organização caminhem na mesma direção é um desafio constante. Equilibrar objetivos pessoais e organizacionais não é fácil, e é a partir daí que as competências dos líderes são colocadas em questão, começamos a perceber que nosso aprendizado como pessoas deve ser constante. Agora, já parou e pensou se são as organizações que mudam as pessoas ou se são pessoas que mudam as organizações?

A gestão de pessoas vem passando por um amplo processo de transformação na liderança de times

Os sistemas tradicionalmente utilizados como referencial – centrados em cargos – já se encontram obsoletos diante do ambiente turbulento e mutável pelo qual vem passando as organizações.

No contexto em que mudanças ocorrem a todo o momento, a organização precisa estar alinhada em torno de definições estratégicas claras, sustentadas por uma gestão com amplo envolvimento e participação. Uma organização que pretende ter de si mesma uma visão estratégica, precisa levar em conta que há um fluxo de conhecimentos que afeta a produção como um todo. É preciso, portanto, estabelecer um compromisso com os Colaboradores, baseando-se em respeito mútuo. O momento atual exige ampla transformação, uma nova “filosofia de gestão”, o que implica em uma grande mudança no paradigma anterior. Torna-se fundamental ao gestor aprender a criar novas formas organizacionais em torno da liderança de times e dos processos executados por eles.

Atualmente, ninguém dentro de uma empresa consegue trabalhar sozinho, sendo assim, grupos de pessoas são essenciais para o seu funcionamento. Toda formação básica de pessoas com objetivo comum é definida como “grupo”.

Mas ter um objetivo comum é suficiente para manter e desenvolver um “Time de alta performance”?

“Grupo” é um conjunto de pessoas com objetivos comuns, em geral se reúnem por afinidades. O respeito e os benefícios psicológicos que os membros encontram, em geral, produzem resultados aceitáveis. Um grupo de esqueitistas é um bom exemplo: se reúnem com o objetivo de praticar seu esporte, e se unem por afinidades. No entanto este grupo não é um “Time”.

“Equipe” é um conjunto de pessoas com objetivos comuns atuando no cumprimento de metas específicas. A formação do Time deve considerar as competências individuais necessárias para o desenvolvimento das atividades e atingimento das metas. O respeito aos princípios do Time, a interação e especialmente o reconhecimento entre seus membros no atingimento dos resultados, deve favorecer ainda os resultados das outras equipes e da organização como um todo. É isso que torna o trabalho desse grupo um verdadeiro “trabalho em equipe”.

Para exemplificar essa diferença imagine um grupo de pessoas que vão ao cinema para assistir ao mesmo filme. Elas não se conhecem, não interagem entre si, mas o objetivo é o mesmo: assistir ao filme. Já “equipe” pode ser o elenco do filme: todos trabalham juntos para atingir uma meta específica, que é fazer um bom trabalho, um bom filme.

Podemos concluir que “grupo” e “equipe” não são sinônimos. Um dos aspectos que distingue o grupo de um Time, é a forma como as tarefas e responsabilidades são vistas, aceitas e cumpridas. No grupo, a realização do trabalho depende essencialmente do indivíduo responsável por ele. No Time, embora haja distribuição de tarefas, a responsabilidade pelos resultados é de todos os membros. Quando um fraqueja, encontra dificuldades ou, por qualquer motivo, é impedido de agir, outro assume o seu lugar. Assim, outra diferença entre “grupo” e “equipe” está na interdependência existente entre as pessoas.

Agora que estabelecemos algumas diferenças entre “grupo” e “equipe”, você pode estar se perguntando – E qual a diferença entre “Equipe” e “Time”?

Correr atrás da meta, em equipe, é um caminho, mas não o melhor caminho. Isso ocorre porque não basta ter uma linha de chegada, é preciso fazer com que cada membro do Time se realize e encontre sentido no que faz. Os meios justificam os fins, compartilhar objetivos com pessoas competentes, conscientes do seu papel e que se ajudam entre si, não é suficiente para manter um Time de verdade. Em um Time, os membros conseguem não só a realização profissional, mas também a pessoal, compartilham valores, crenças e torcem pelos mesmos ideais.

Então, caro gestor, não se limite a criar momentos de descontração ou viver de campanhas motivacionais, geralmente aclamadas por terem uma recompensa financeira. O seu desafio, na construção da liderança de times de verdade, está na ligação entre afinidades dos membros, alcance dos objetivos profissionais e pessoais e o desenvolvimento de competências e potenciais, necessários para o atingimento dos sonhos de cada colaborador.

Todos são importantes. Todos possuem competências e potenciais, são capazes de tudo e juntos sempre serão mais fortes do que um sozinho.

Diogo Monticeli Rocha
Sócio Gerente de Expansão
Russell Bedford Brasil

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